A importância das atividades lúdicas no processo de alfabetização e letramento dos educandos do 1º ano do ensino fundamental - Por Loriane Sulzbach

Sex, 03 de maio de 2013

Este artigo pretende analisar as contribuições do lúdico no trabalho com a alfabetização.

RESUMO

 

 

Este artigo pretende analisar as contribuições do lúdico no trabalho com a alfabetização. A importância do lúdico no desenvolvimento da criança e sua importância já que proporciona por inúmeras maneiras levar a criança a aprender de forma motivada e significativa, pois é no 1° ano do Ensino Fundamental que ocorre a alfabetização, e muitas vezes o brincar tem sido deixado de lado devido em decorrência da antecipação do ensino da leitura e escrita, sendo que estão em  idade em que o brincar é de fundamental importância e possuem grande validade no âmbito escolar, pois contribui significativamente, de forma a estimular a criança à aprendizagem da língua escrita. Enfatiza também a necessidade do professor ter competência para utilizar as atividades lúdicas, onde o planejamento e a base teórica não podem faltar ao utilizar o lúdico como recurso de ensino aprendizagem.

 

Palavras-chaves: Lúdico. Alfabetização. Aprendizagem.

 

 

 

                                                      INTRODUÇÃO

             

A alfabetização é a fase em que inicia o processo de formação intelectual e pessoal da criança, e começa na escola. Por isso, esse período não deve ser caracterizado apenas como mais uma etapa de sua vida. As salas devem sempre ter novidades para estimular os alunos. O professor deve ser dinâmico. Deste modo, terá mais facilidade em trabalhar com o lúdico,  instrumento que serve para estimular o ensinar e o aprender. Estas atividades jamais devem ser deixadas de lado pelo docente alfabetizador.

 

A escola deve facilitar a aprendizagem, utilizando-se de atividades lúdicas que criem um ambiente alfabetizador para favorecer o processo de aquisição da autonomia da aprendizagem, pois as atividades lúdicas facilitam para a criança o progresso de sua personalidade integral.

           

Assim, esta pesquisa tem por objetivo refletir a importância da ludicidade na prática pedagógica como facilitadora de processo ensino e aprendizagem na alfabetização.  

1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

No cotidiano de sala de aula, professores buscam formas de ensinar visando tornar o ensino mais atrativo. Um das alternativas é aliar o prazer e o divertimento à aprendizagem. Porém, essa tarefa nem sempre é muito fácil, porque os interesses e as solicitações das crianças são bem diferentes, e não são todas as situações de ensino e de aprendizagem que possibilitam um trabalho lúdico na escola.

 

 As atividades lúdicas, quando direcionadas à alfabetização e o ensino da língua materna, são possíveis, pois é por meio delas que se integram o  prazer e o aprender, saber e fazer.

 

Atualmente, percebe-se certa precocidade na alfabetização. Espera-se que a criança aprenda a ler e a escrever o quanto antes. Pais e professores querem que a criança aprenda mais e mais conteúdos, pois entendem que será melhor para o seu desenvolvimento intelectual e vêem isso como uma possibilidade de crescer na escola e na vida. Com pressa, acabam esquecendo que são crianças e que adoram brincar. Assim, o lúdico, muitas vezes, é deixado de lado.

 

Imaginem o quanto é enfadonho para uma criança, dia após dia, ficar sentada em uma classe, aprender que “b” com “a” é igual a “ba”. A criança vem para a escola com toda energia e tem que ficar quieta, sentada, como um adulto, disciplinado, que não questiona e que apenas reproduz o que o professor dita. Esse é o aluno que a escola não critica, deseja, mas esquece que, por trás dele, está a criança cheia de energia, como afirma Wajskop (1995, p. 11):

 

Reprimida na forma de aluno, do qual se espera obediência, silêncio,           passividade, submissão a regras e rotinas - muitas quais sem objetivos claros -, encontra-se a criança, curiosa ativa, ansiosa por novas experiências e pelas oportunidades de interagir com outras crianças e com o ambiente.

 

 

O brincar é visto, muitas vezes, como algo improdutivo. Não há crenças de que com o brincar é possível aprender. Brincar possibilita a criança vivenciar experiências. Permite que ela crie formas de expressão, hipóteses a respeito da vida, socialização entre várias crianças e compartilhamento de experiências vividas.

 

Segundo Vygotski (1994), para compreender a passagem de um estágio de desenvolvimento da criança para outro, somente é possível através das brincadeiras que ela realiza, uma vez que o brincar emerge de uma necessidade infantil. O lúdico é de extrema importância para o desenvolvimento do aluno, por ser uma necessidade da criança se utilizar das brincadeiras para vivenciar situações como, por exemplo, de socialização, apropriação de valores e costumes, portanto, situações não somente de prazer, mas também conflituosas.

           

O lúdico é o meio facilitador da alfabetização, pois a criança que tem uma infância bem estruturada adquire segurança de si própria. A alfabetização, com base nas atividades lúdicas, é muito prazerosa, tanto para o professor como para a criança.

 

As atividades lúdicas tornam-se significativas à medida que a criança se desenvolve. Com livre manipulação de materiais, ela passa a reconstruir e reinventar as coisas, o que  exige uma adaptação da criança. Essa adaptação é possível a partir do momento em que ela própria evolui internamente, transformando essas atividades lúdicas, que é o concreto da vida dela, em linguagem escrita, que é o abstrato.

 

Está na hora das escolas refletirem sobre suas práticas pedagógicas, pensarem na importância do lúdico (jogos e brincadeiras) para as crianças. Aproveitar as atividades lúdicas na aquisição da linguagem escrita e do conhecimento como um todo. Se a escola estiver comprometida com o desenvolvimento da criança e compreender as suas necessidades de correr, brincar, jogar, de expandir-se em vez de tornar-se prisioneira por várias horas, com certeza, terá uma criança alegre e feliz. A escola deve aproveitar todas as manifestações de alegria da criança e canalizá-las emocionalmente através das atividades lúdicas educativas. Essas atividades lúdicas, quando bem direcionadas, trazem benefícios à aprendizagem.

 

 

2 OS JOGOS NA ALFABETIZAÇÃO

 

Ao utilizar os jogos no processo de alfabetização é possível alcançar inúmeras ações que possibilitam uma aprendizagem eficaz, como evidencia a pesquisa de Queiroz (2003). O jogo pode se extremamente interessante como instrumento pedagógico, pois incentiva a interação e desperta o interesse pelo tema estudado, além de fomentar o prazer e a curiosidade.

 

Os jogos auxiliam na educação integral do indivíduo, pois podem dar conta de uma manifestação sócio-histórica do movimento humano, oportunizando as crianças a investigar, problematizar as práticas, provenientes das mais diversas manifestações culturais e presentes no seu cotidiano, tematizando-as para melhor compreensão.

 

É fundamental ter consciência de que o jogo fornece informações a respeito da criança, suas emoções, a forma de interagir com seus colegas, seu desempenho físico motor, seu estágio de desenvolvimento, seu nível linguístico, sua formação moral. Divertindo-se, a criança aprende a se relacionar com os colegas e descobrir o mundo à sua volta.

 

 Com a divulgação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) do Ensino Fundamental na Área de Língua Portuguesa, destacou-se, no âmbito da educação, uma grande preocupação com a dificuldade de leitura e escrita nas séries iniciais devido a um trabalho inadequado com a alfabetização.

 

A linguagem passou a ser vista como um elemento de comunicação e não de discriminação. Assim, não é mais valorizada uma única linguagem padrão ou culta como elemento de produção oral e escrita. O universo linguístico dos alunos começou a ser respeitado, já que seus conhecimentos e expressões são anteriores ao ingresso na escola.

 

A utilização de jogos e textos variados podem se tornar excelentes recursos para a participação, integração e comunicação dos alunos que, por certo, terão meios para compreender e expressar-se bem, inclusive na língua padrão, após o domínio de diferentes linguagens e instrumentos textuais. Nesse sentido, conforme adverte Santos (2000, p. 37), o jogo na escola

 

 

Ganha espaço, como ferramenta ideal da aprendizagem, na medida em que propõe estímulo ao interesse do aluno, desenvolve níveis diferentes de sua experiência pessoal e social, ajuda-o a descobrir novas descobertas, desenvolve e enriquece sua personalidade e simboliza um instrumento pedagógico que leva ao professor a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem.

 

 

Compreende-se, dessa forma, que o jogo é importante e necessário para o desenvolvimento intelectual e social da criança, estimulando sua criticidade, criatividade e habilidades sociais. Portanto, ao utilizar-se de atividades lúdicas, o professor propicia ao aluno oportunidade de integrar-se por meio da Língua Portuguesa de forma dinâmica, interpretando texto, expondo ideias e, ao mesmo tempo, explorando seus conhecimentos por outras áreas.

 

Neste sentido, considera-se que determinados objetivos só podem se conquistados se os conteúdos tiverem um tratamento didático específico, ou seja, se houver uma estreita relação entre o que e como ensinar. Mais do que isso: parte-se do pressuposto de que a própria definição dos conteúdos é uma questão didática que tem relação direta com os objetivos colocados, bem como com as propostas curriculares.

 

3 O PAPEL DO PROFESSOR ALFABETIZADOR NA APLICAÇÃO DO LÚDICO

 

A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista como apenas diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora com uma boa saúde mental, facilita os processo de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento.

 

O profissional envolvido com jogos e brincadeiras no ambiente escolar deve estar preparado para atuar como animador, mas também como observador e investigador das relações e acontecimentos que ocorrem na sala de aula. Para uma tarefa dessa dimensão social, o professor necessita de uma formação sólida, fundamentada em três pilares: ”formação teórica, pedagógica e pessoal”. Desse modo, é preciso que o educador tenha uma base teórica para que possa sustentar a aplicação do lúdico.

 

A formação lúdica de professores é, hoje, uma preocupação constante para aqueles que acreditam na necessidade de transformar o quadro educacional presente, pois da forma como se apresenta fica evidente que não condiz com as reais necessidades dos que procuram a escola com o intuito de aprender o saber, para que tenham condições de reivindicar seus direitos e cumprir seus deveres na sociedade.

 

O professor é a peça chave desse processo, e deve ser encarado como um elemento essencial e fundamental. Quanto maior e mais rica for a sua história de vida profissional, maiores serão as possibilidades de desempenhar uma prática educacional consistente e significativa. Desse modo, Nóvoa (1991, p. 34):

 

Não é possível construir um instrumento pedagógico para além dos professores, isto é, que ignore as dimensões pessoais e profissionais do trabalho docente. Não quer dizer, com isto, que o professor seja o único responsável pelo sucesso ou insucesso do processo educativo. No entanto, é de suma importância sua ação como pessoa e como profissional.

 

 

Nessa perspectiva, o jogo, sob a ótica do brinquedo e da criatividade, deverá ter maior espaço e ser compreendido como um importante instrumento no processo educacional. Assim, na medida em que os professores compreenderem melhor sua capacidade potencial, poderá contribuir com o desenvolvimento da criança.

 

É importante destacar que os jogos e as atividades lúdicas, ao serem utilizadas pelo educador no espaço escolar, devem ser devidamente planejados. Nesse enfoque, Antunes (1998, p. 37) destaca que:

 

Jamais pense em usar jogos pedagógicos sem um rigoroso e cuidadoso planejamento, marcado por etapas muito nítidas e que efetivamente acompanhem o processo dos alunos, e jamais avalie qualidade do professor pela quantidade  de jogos que emprega, e sim  pela qualidade dos jogos que se preocupou em pesquisar e selecionar.

 

 

O planejamento é essencial para o sucesso de um projeto. Cada atividade deve ser articulada com outras para que a aprendizagem se dê progressivamente.  Assim, ao incluir no planejamento uma atividade lúdica, o professor deve adequar o tipo de jogo ou outra atividade lúdica ao seu público e ao conteúdo a ser trabalhado, para que os resultados sejam satisfatórios e alcance os objetivos propostos.

 

O professor deve ter objetivos pedagógicos que norteiam o uso das atividades lúdicas no processo de alfabetização: brincar por brincar pode ser divertido, mas não necessariamente contribui para o processo de ensino e aprendizagem. Cabe ao professor focalizar, a cada momento e com estratégias específicas, o que interessa para cada turma.

 

Uma aula com características lúdicas, além de jogos e brincadeiras, precisa muito mais de uma atitude do educador: educar os educandos, provocando uma mudança cognitiva e, principalmente, afetiva para que interaja em sala de aula. O educador deve aguçar a curiosidade da criança com os desafios do mundo, viagens pela imaginação, moldar e dar a forma aos diferentes elementos que podem ser transformados em brinquedos.

 

4 METODOLOGIA

 

Esta pesquisa define-se como qualitativa. Busca a compreensão do objetivo de estudo. É de fundamental importância desvendar os significados do assunto observado, tendo como papel fundamental o pesquisador, que é o instrumento de investigação da pesquisa qualitativa.

 

A pesquisa de campo em educação se caracteriza pela interação do pesquisador com os espaços educativos para a coleta de dados, para compreender os fenômenos que ali ocorrem. Através da análise e interpretação dos dados coletados, a pesquisa poderá contribuir com o avanço do processo educativo.

 

Para a compreensão dos fenômenos de aprendizagem, é necessário ter contato, conhecer os envolvidos no processo, como: educandos, educadores, familiares de educandos e equipes diretivas das escolas.

 

Na produção de conhecimento não há neutralidade. A pesquisa em educação é, fundamentalmente, qualitativa, que “[...] trata de um universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo de relações dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis”. (MINAYO, 1998,  p. 32).

 

 

 

5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

 

A partir do questionamento e pesquisa sobre a importância das atividades lúdico no processo de alfabetização e letramento dos educandos do 1° do Ensino Fundamental, procura-se investigar algumas hipóteses sobre as práticas que envolvem atividades lúdicas em sala de aula. Optou-se pela pesquisa de campo, a qual tem a fonte de dados no local em que ocorrem os fenômenos, neste caso, os espaços educativos.

 

Assim, pode-se contar com a participação e interagir com educandos da rede municipal, educadores, familiares de educandos e equipe diretiva da escola Municipal Fundamental Tomé de Souza, do bairro Tomé de Souza, localizada no município de Ijuí.

 

A maioria dos educandos que participaram que participaram da pesquisa estão na faixa etária entre os 6 e 7 anos de idade. Nesta fase, os interesses estão voltados para o brincar, e, em sua maioria, os pais não tiram tempo para brincar  com seus filhos. Mesmo assim, os pais procuram, na medida do possível, comprar livros de literatura infantil, jogos (memória e quebra-cabeça) e materiais de escrita (lápis e caderno) para que seus filhos tenham contato com materiais de leitura e escrita em casa, porém são poucos que possuem o hábito de leitura e de ler para os filhos. Há pouco incentivo. No entanto, para se ter bons leitores, o exemplo tem que partir de casa, pois a família é a base.

 

Pode-se perceber que, apesar de serem famílias assalariadas, todas têm uma preocupação com a educação de seus filhos, procuram sempre acompanhar seus filhos nos eventos escolares e na realização dos temas.

 

Na coleta de dados com educadores, constatou-se que a maioria dos alfabetizadores já está a algum tempo na profissão e atuam por opção, por se identificarem com a profissão. Dizem que muito já mudou na educação e muito ainda tem ainda a se fazer. Há uma preocupação grande na alfabetização dos educandos.

 

A metodologia utilizada pelos educadores está voltada para trabalhos com projetos, segundo estes, por possibilitar maior flexibilidade dos educandos.

 

A maioria dos educadores utiliza atividades lúdicas em seus planejamentos, pois acreditam que estas atividades despertam o interesse dos alunos, contribuindo para a construção do conhecimento. Através delas, é possível tornar o processo de ensino e aprendizagem mais atrativo, espontâneo, prazeroso e natural. Alguns relatam que têm dificuldades de trabalhar com algumas atividades lúdicas, como o jogo, devido à falta de concentração e persistência dos alunos. Salientam que é preciso conscientizar os pais da importância do contato da criança com brincadeiras em casa e que o conhecimento se constrói através delas também.

 

Frente a tantos desafios a se enfrentar, hoje, na educação, as atividades lúdicas podem contribuir com a superação de dificuldades no processo de alfabetização e letramento dos educandos do 1° ano, pois, conforme os educadores, através das brincadeiras se podem conhecer melhor os alunos e suas atitudes. Portanto, o lúdico deverá estar relacionado com a cultura da criança para que a mesma tenha prazer em aprender conhecimentos relacionados à sua realidade.

 

Hoje, os educadores têm uma visão de educação bem ampliada. Sabe-se que a educação vai além das listas de conteúdos, pois a criança é um ser completo e único.

 

A Instituição Escolar encontra-se com equipe diretiva completa: direção, vice-direção e coordenação pedagógica. A escola apresenta uma Proposta Político-pedagógica de acordo com as necessidades da comunidade escolar na qual está inserida. Procura sempre investir em recursos e espaços e o que lhe for necessário para a prática do lúdico na alfabetização.

 

Quanto ao processo de alfabetização, verificou-se que a equipe diretiva está sempre apoiando e auxiliando o educador no processo de alfabetização. A escola sempre teve nível máximo na provinha Brasil de alfabetização. Isto mostra o empenho e dedicação dos alfabetizadores  ao trabalhar com alfabetização lúdica  com alunos  pertencentes de  um bairro de periferia da cidade.

 

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Após pesquisar sobre a importância das atividades lúdico no processo de  alfabetização e letramento dos educandos do 1° do Ensino Fundamental, pode-se dizer que educar não é somente ensinar a ler e escrever, resolver um problema, dar forma a um pensamento. É, principalmente, atender as necessidades do desenvolvimento da criança, com o intuito de prover a formação de sua personalidade.

 

Através do lúdico, a aprendizagem é ativa, dinâmica e contínua, ou seja, uma experiência basicamente social, que tem a capacidade de conectar o indivíduo com a cultura e meio social mais amplo.

 

As atividades lúdicas preparam a alfabetização, bem como toda a aprendizagem intelectual ou de relação com o mundo da cultura.

 

Quando o educador alfabetizador dos anos iniciais tiver se conscientizado de que a educação pelo lúdico é a peça mestre do edifício pedagógico, que permite a criança resolver mais facilmente os problemas de sua escolaridade e a prepara para isso, essa atividade ocupará um lugar privilegiado ao lado da leitura, da escrita, enfim, de ensinar e aprender.

 

O estudo lúdico na alfabetização não deve ser encarado como mero lazer ou simplesmente uma forma de distração, e sim como um ato muito importante que deve ter muita credibilidade. È importante considerar a inclusão das atividades lúdicas como parte integrante dos métodos e procedimentos educativos de um processo de alfabetização. Com estas atividades, a escola garante um clima de prazer tão fundamental para aqueles que  ensinam e para  aqueles que aprendem, pois a sala de aula é um espaço de encontro, inclusão e construção de conhecimentos e somente assim ela poderá ser significativa para o aluno e para o professor.

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. Petrópolis: Vozes, 1998.

 

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa. Brasília: Ministério da Educação, 1997

 

QUEIROZ, Tânia dias. Dicionário prático de pedagogia. São Paulo: Rideel, 2003.

 

KRAMER, Sonia. Alfabetização, leitura e escrita: formação de professores em curso. São Paulo: Ática, 2010.

 

MINAYO, Maria Cecília de S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 1998.

 

MURCIA, Juan Antonio Moreno (Org.).  A aprendizagem através do jogo. Porto Alegre: Artmed, 2005.

 

NÓVOA, Antônio. A formação em foco: caminhos para você ensinar melhor. São Paulo: Cortez 1991.

 

PRÓ-LETRAMENTO: Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos? Séries Iniciais de Ensino Fundamental: alfabetização e linguagem. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008.

 

SANTOS, Santa Marli Pires dos. (Org). Brinquedoteca: a criança, o adulto e o Lúdico. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

 

WAJSKOP, G. Brincar na pré-escola. São Paulo: Cortez, 1995.

 

VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

 

 

APÊNDICES

 

 

ENTREVISTA COM EDUCANDOS

 

a) Nome:

b) Idade:

c ) Com quem mora?

d) Número de irmãos:

e) Onde mora? Fica perto da escola?

f) Você gosta de vir para a escola? Por quê?

g) O que você gosta de fazer na escola?

h) Você gosta de brincar? Quais suas brincadeiras preferidas?

i) Você brinca na escola? De que?

j) Na sua escola tem jogos didáticos? E na tua casa?

k) Em sua casa  sua família costuma brincar com você? De que?

 

 

ENTREVISTA COM EDUCADORES

 

a) Nome:

b) Idade:

c) Formação:

d) Tempo de atuação no magistério:

e) Período que trabalha com alfabetização:

f) Quais metodologias norteiam seu trabalho?

g) De que forma o lúdico está inserido em seus planejamentos?

h) Como o lúdico está sendo interpretado pelos professores como uma prática educativa?

i) Qual a importância que o lúdico possui na pratica educativa?

j) Quais dificuldades enfrentam na sala de aula para trabalhar o lúdico?

k) No seu entendimento as atividades lúdicas são capazes de contribuir na superação de dificuldades de aprendizagem?

l) Seus alunos possuem contato com material de jogos de alfabetização?

m) Sua escola possui Proposta Política Pedagógica que valorize o lúdico?

 

 

ENTREVISTA COM PAIS

 

  1. Nome:
  2.  Idade:
  3. Número de filhos:
  4. Nível de escolaridade:
  5. Você acompanha a vida escolar de seu filho?
  6. Costuma brincar com seu filho? De que?
  7. A família estimula a criança a freqüentar a escola?
  8. A família considera a escola importante? Por quê?

* Loriane Maria Casalini Sulzbach - Aluna do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Alfabetização da Universidade de São Paulo (UNICID).

Artigo apresentado ao Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Alfabetização da Universidade de São Paulo (UNICID), como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em Alfabetização.

Comentários

  • Dilza Helena Portilho - Belém (Pará)
    Enviado Seg, 31 de março de 2014

    Gostei do seu artigo.

     

    Me esclareceu algo que procurava sobre a área que estou cursando que é pedagogia.

     

    Parabéns!

  • Rosemeire Cardoso - Indaiatuba (São Paulo)
    Enviado Sex, 07 de fevereiro de 2014

    Eu concordo ser extremamente importante trabalhar com jogos e brincadeiras.

     

    Utilizo com meus alunos, percebo que os mesmos desenvolvem bem em todos os aspectos.

     

    Sendo eles: em sua coordenações motora, física e espacial e social.

     

    É tão importante que meu próprio TCC, o tema usado " Jogos e brincadeiras no contexto escolar".

  • Maria de Lourdes Silva - São Paulo (São Paulo)
    Enviado Dom, 24 de novembro de 2013

    Adorei!

     

    Muito esclarecedor, aprendi muito com seu artigo.

     

    Parabéns.

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