Viagens de Ônibus e Valor das Passagens

Sáb, 03 de setembro de 2011

Nesta semana a empresa Viação Ouro e Prata entregou novos e modernos ônibus para fazerem a ligação Ijuí-Porto Alegre-Ijui. É uma boa notícia!

Sempre é bom contarmos com veículos modernos, novos, e por suposto mais confortáveis e seguros. Este fato enseja um comentário adicional.

O sistema de transporte rodoviário de passageiros, no âmbito estadual, opera praticamente em regime de monopólio.

Tanto é assim que a ligação Ijuí-Porto Alegre é exclusiva da Ouro e Prata, já Santa Maria-Porto Alegre é privativa da Planalto,   enquanto Caxias do Sul –POA é por conta da Caxiense.

Não por acaso as tarifas são mais caras do que as linhas interestaduais. É só comparar os valores para Ijuí-Porto Alegre com Ijuí – Curitiba, ou Ijuí- São Paulo.

Mais complicado é o comparativo com o sistema de transporte de passageiros na Argentina. É possível ir de San Tomé(vizinha de São Borja) à Buenos Aires por um valor comparativamente muito menor.

Acresça-se que o ônibus argentino é LEITO MESMO, com direito a jantar quente, servido no próprio ônibus acompanhado de bebida e inclusive um espumante ao final. Pela manhã, ainda no ônibus, café da manhã com café com leite ou chá. Um luxo!

No dizer de um operador de turismo brasileiro “o pior ônibus de passageiros da argentina é melhor do que qualquer brasileiro” por certo um exagero. Mas os ônibus que fazem aquela ligação são melhores, mesmo que comparando aos confortáveis ônibus da Viação Ouro e Prata ou outra empresa brasileira deste porte.

Intrigado com a diferença inquiri das razões da diferença de preços. Num primeiro momento pode-se pensar  no efeito de combustível mais barato ou de uma carga tributária menor. É possível, mas estou inclinado a pensar que tal fato se deva a existência de forte concorrência no trecho.

Com efeito são três as empresas que fazem a ligação Buenos Aires – Puerto Iguazu, passando por San Tomé – Crucero del Norte, Rio Uruguai e Singer. Da concorrência na busca de passageiros resulta um serviço de melhor qualidade e redução de preço.

Agora que o DAER encontra-se no centro de tantos debates e reformulações é chegada a hora de rever a sistemática de concessões que impera no transporte rodoviário de passageiros. Queiramos ou não a concorrência revela-se fundamental na melhoria dos serviços e especialmente dos preços ao consumidor ou usuário como queiram.

Falando em ônibus e em passagens, o serviço prestado pela Rodoviária de Porto Alegre, monopólio da Veppo, é um escândalo. Aproxima-se a Copa de 14, Porto Alegre é uma das sedes previstas e aquela rodoviária desconhece o Cartão de Crédito. Compra de passagens só a dinheiro!! É um verdadeiro atraso!

Em Ijuí compra-se com cartão, em Porto Alegre não.... é um legitimo caso de provincianismo e atraso.

Mais uma para encerrar o comentário de hoje. A maioria das lojas e  empresas que trabalham com vendas por internet oferecem preços mais baixos para compras eletrônicas do que as vendas “ao vivo”, no balcão.

A Viação Ouro e Prata não. Na contramão da história ao efetuar a compra por internet paga-se R$ 2,00 a mais para a emissão do comprovante??!! A respeito desse assunto já conversei com o sempre atencioso gerente local Sr. Rui, sem sucesso, pois  a equivocada determinação é de ordem superior. Uma lástima.

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Ouro e Prata apresenta nova frota de ônibus em Ijuí

Comentários

  • Débora Reoly - Ijuí (Rio Grande do Sul)
    Enviado Dom, 03 de junho de 2012

    Depois de várias viagens com a Pluma fazendo o trajto Uruguaiana x Buenos Aires, em três dias farei essa experiência de ir até São Borja com a Real, atravessar lá, e de Santo Tomé viajar com a Crucero del Norte. Comparando os valores, é muito em conta. E como há mais de 10 anos a Pluma tirou Ijuí da rota Rio de Janeiro x Buenos Aires, o jeito é fazer essas escalas, e experimentar novas empresas.
  • Claudio Silva Rufino - Ijuí (Rio Grande do Sul)
    Enviado Qua, 21 de setembro de 2011

    Professor. O sr. aborda um assunto do qual me preocupo e comento. Lembro ter na década de setenta lido a legislação pertinente ao transporte coletivo estadual e legislação pertinente. Tomei conhecimento ser facultativo o seguro. Tentei eximir-me ao adquirir uma passagem Ijuí-Poa. A resposta foi pronta: se não paga o seguro facultativo não viaja. Argumentei, mas é facultativo, mencionando o artigo e o diploma legal. Nada feito. Mais tarde, anos depois, se o passageiro ao chegar no balcão dissesse, SEM SEGURO, então não pagava. Mas deveria chegar dizendo SEM SEGURO, antes de pedir a passagem. Agora, sim, estamos de acordo com a lei, somos perguntados. Li a legislação da concessão a pedido de um modesto transportador entre cidades, para obter a linha Ijuí-Santo Augusto, nos anos setenta do século passado. Negativo. Só poderia conseguir concessão quem já tivesse concessão. Clube fechado. Nada feito. Realmente, pouco se avança neste campo no Rio Grande do Sul. Estava em Balneário Camboriú e deveria ir a Porto Alegre para atender compromissos profissionais. Viajei do Aeroporto de Navegantes, ao lado de Balneário Camboriú-Porto Alegre ida e volta pelo mesmo preço do ônibus dito leito, como o sr. bem registrou. Sessenta minutos, vinte minutos para o avião taxiar e subir, vinte no alto e vinte para descer e aproximar-se do terminal. Atraso somente no retorno, sábado pela manhã, por existir algum nevoeiro. Realmente, fiquei enciumado. Uma linha aérea como a da aviação Azul, avião de porte médio, possibilitaria passagem igual a do ônibus leito, saindo do aeroporto de Santo Ângelo, com passageiros de toda a região. Chapecó tem TRÊS vôos diários, partem pela manhã, até Floripa, depois São Paulo, com conexão para outros locais do Brasil e do mundo, por preço normal e não o exorbitante cobrado para voar de Santo Ângelo ou Passo Fundo a Porto Alegre e São Paulo. Cabe aos empresários, ACI, a própria UNIJUI, fregueses de caderno de viagens a capital do Estado e centro do pais gestionarem a efetivação desta ideia. Claudio Rufino.
  • Italo Drago - Ijuí (Rio Grande do Sul)
    Enviado Dom, 04 de setembro de 2011

    É bem assim mesmo, professor Jaeme, isso sem contar o monopólio da Reunias/Real na linha de Passo Fundo a Uruguaiana. Várias vezes usando essa empresa para me deslocar até São Borja, os ônibus disponíveis eram e ainda são muito precários. Certa vez a peça que abre e fecha a passagem de ar-condicionado estava estragada e não havia como desligar pois era alto verão, quase congelei até o fim da viagem. Quanto às compras de passagens via cartão de crédito, só a O.

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