Pai de Bernardo presta depoimento em Três Passos

Madrasta só deve ser ouvida na próxima semana

Qui, 17 de abril de 2014

A Polícia Civil de Três Passos, no Norte gaúcho, confirmou que o pai do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, prestou depoimento na noite desta quarta-feira.

A Polícia Civil de Três Passos, no Norte gaúcho, confirmou que o pai do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, prestou depoimento na noite desta quarta-feira. Segundo a delegada regional Cristiane de Moura, Leandro Boldrini falou sobre a morte do filho. Para evitar que moradores da cidade voltem a protestar, prejudicando o andamento das investigações, a policial não revelou o local do depoimento. O presídio em que Boldrini cumpre prisão temporária também não foi divulgado, assim como o teor do depoimento, em respeito ao segredo de Justiça do caso.

Conforme Cristiane, a madrasta da vítima, Graciele Uglini, também deve prestar depoimento, mas em razão dos feriados, isso só deve ocorrer na semana que vem. O pai do garoto, a madrasta e uma amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz, de Frederico Westphalen, foram presos preventivamente, após uma medida cautelar, como suspeitos da morte do garoto.

Primo de Boldrini, o advogado Andrigo Rebelato conversou no presídio, nessa manhã, com o pai do garoto. O homem garantiu inocência e pediu que essa versão seja transmitida à opinião pública. Sobre a participação da companheira no assassinato, Leandro comentou que, se ela cometeu crime, "vai pagar”.

O advogado não deve conduzir a defesa do médico. Rebelado justificou estar envolvido emocionalmente com o caso por pertencer à família de Boldrini e, consequentemente, conhecer o garoto. Por ter relação de parentesco, ele foi procurado para fazer o primeiro contato com o preso. À tarde, ele revelou ter ficado com o compromisso de contratar um advogado para o primo.

 

Motivação do crime pode ter sido econômica

 

Uma das hipóteses para explicar o assassinato de Bernardo é a motivação econômica. Sem dar detalhes, a Polícia Civil revela que está investigando essa possibilidade. O menino é o herdeiro da parte do capital da família a ser destinada à mãe dele, morta em 2010.

Com informações do repórter Samuel Vettori/ Fonte: Correio do Povo

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